Liderança tóxica: Os comportamentos que estão destruindo sua autoridade (sem você perceber)
- IAC Contabilidade
- 28 de jan.
- 4 min de leitura

Você já se perguntou por que a sua equipe tem uma rotatividade tão alta? Ou por que, não importa o quanto você pague, as pessoas parecem desengajadas e infelizes?
Existe um ditado no mundo corporativo que é doloroso, mas verdadeiro: as pessoas não pedem demissão de empresas, elas pedem demissão de chefes.
Você pode ter o melhor produto do mundo, o escritório mais bonito e o salário mais competitivo. Se a sua liderança for tóxica ou incompetente, você queimará talentos e dinheiro na mesma velocidade.
Liderar não é sobre o cargo no seu crachá; é sobre a influência que você exerce. Infelizmente, muitos gestores destroem essa influência dia após dia com comportamentos automáticos que nem percebem que são nocivos.
Hoje, convido você a fazer um exame de consciência. Listei abaixo os sete erros fatais que podem estar sabotando sua autoridade e impedindo seu time de crescer.
1. O Microgerenciamento (A Incapacidade de Delegar)
Esse é o erro clássico do líder centralizador: aquele que delega a tarefa, mas fiscaliza cada vírgula, tirando toda a autonomia do funcionário.
Quando você microgerencia, passa duas mensagens terríveis para a equipe:
"Eu não confio em você."
"Você não precisa pensar, só obedecer."
O resultado?
Uma equipe de "executores zumbis", com medo de tomar decisões. Além disso, você se torna o gargalo da empresa, fica sobrecarregado e impede que novos líderes surjam, pois ninguém tem espaço para aprender sob a sua sombra.
2. A Incoerência ("Faça o que eu digo...")
A equipe não ouve o que você fala, ela assiste ao que você faz.
Se você exige pontualidade britânica, mas chega atrasado;
Se exige organização, mas sua mesa é um caos;
Se exige respeito, mas grita quando está nervoso...
...você perdeu a autoridade moral. A liderança é construída pelo exemplo. Quando há dissonância entre discurso e prática, a confiança se quebra. Sem confiança, resta apenas a obediência pelo medo do salário — e isso dura muito pouco.
3. O Assassinato de Reputação em Público
A regra de ouro da gestão é antiga, mas ignorada: elogie em público, corrija no particular.
Não existe nada mais humilhante para um profissional do que ser ridicularizado na frente dos colegas. Quando você faz isso, não está educando; está apenas massageando o próprio ego.
O funcionário humilhado não aprende, ele se ressente. E o restante da equipe entra em modo de defesa, parando de inovar por medo de ser a próxima vítima do seu destempero.
4. Medo de Contratar Gente Melhor que Você
Líderes inseguros contratam pessoas medianas para não terem sua posição ameaçada. Eles querem ser sempre a "pessoa mais inteligente da sala". Essa é a receita para a estagnação.
O verdadeiro líder tem a segurança de contratar pessoas tecnicamente superiores a ele em suas áreas. Se você é o teto da sua empresa, ela nunca crescerá além da sua capacidade individual. Você precisa de pessoas que elevem a barra técnica do time.
5. Roubar Créditos e Terceirizar a Culpa
Sabe aquele chefe que diz "eu fiz" quando o projeto é um sucesso, mas diz "eles erraram" quando fracassa? Esse comportamento destrói a lealdade num piscar de olhos.
A postura correta é a metáfora da Janela e do Espelho:
Quando as coisas vão bem: O líder olha pela janela e aponta para a equipe, dando o crédito a eles.
Quando as coisas vão mal: O líder olha para o espelho e assume a responsabilidade, perguntando onde falhou na orientação.
Assumir a bronca blinda o time e gera um sentimento de gratidão inquebrável.
6. Falta de Clareza na Comunicação
Não espere que sua equipe tenha bola de cristal. Muitos líderes se frustram porque o funcionário não entregou o que eles "imaginaram", mas nunca verbalizaram isso com clareza.
Metas vagas geram resultados vagos. Se você não define o que é sucesso, qual é o prazo e o padrão de qualidade, não tem direito de cobrar. Uma liderança confusa gera uma equipe ansiosa, que gasta mais tempo tentando adivinhar o humor do chefe do que trabalhando.
7. Ignorar o Lado Humano
Tratar pessoas como números ou recursos descartáveis é o caminho mais rápido para o burnout e a rotatividade. É esquecer que aquele funcionário tem família, dias ruins e sonhos.
Empatia não é "passar a mão na cabeça"; é ter a inteligência emocional de entender o momento do outro e oferecer suporte. Quando o funcionário sente que você se importa com ele como ser humano — e não apenas como um gerador de lucro —, ele veste a camisa de uma forma que dinheiro nenhum compra.
Conclusão: Liderança Exige Coragem
Identificar esses erros em si mesmo dói. O ego reclama. Mas a capacidade de se autoavaliar e corrigir a rota é o que diferencia um chefe esquecível de um líder memorável que deixa legado.
Desses erros citados, qual é aquele que você, lá no fundo, sabe que comete de vez em quando e precisa corrigir urgentemente? É o microgerenciamento ou a dificuldade em assumir a culpa?
Deixe seu comentário abaixo e vamos conversar sobre como melhorar essa gestão.

Comentários